Entenda como as prestações de um consórcio imobiliário são calculadas

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Diferente do financiamento, quando o valor usado para adquirir um imóvel é emprestado por uma instituição financeira, no consórcio o dinheiro é originado a partir da contribuição de todos os consorciados do grupo. Nesse caso, o pagamento das parcelas forma um fundo comum, de onde sairá o valor das cartas de crédito.

Mas esse é um raciocínio simplista. Existem outros fatores que influenciam no valor de cada consórcio. Por isso, se você está pensando em se juntar a um grupo, entenda como as prestações de um consórcio imobiliário são calculadas.

O que está incluído nas prestações?

O cálculo do consórcio é feito levando em consideração quatro itens: o fundo comum, o fundo reserva, o seguro e a taxa de administração. O primeiro é aquele que será usado para adquirir o bem. Ou seja, o seu valor total é equivalente ao valor da carta de crédito. Já o fundo de reserva, é um percentual do fundo comum, que será usado em caso de inadimplência.

O seguro também serve para os casos de inadimplência, ou eventuais situações que possam comprometer o consórcio. Por fim, as taxas administrativas são aquelas que cobrem despesas relacionadas a movimentação financeira, consultorias jurídicas e demais procedimentos que serão de responsabilidade da Administradora.

Mas fique atento: nem o seguro e nem o fundo de reserva são obrigatórios. Por isso, leia o contrato atentamente e certifique-se que todos os valores cobrados estejam especificados lá.

Existe taxa de adesão?

A cobrança de taxas de adesão é permitida pela lei. Entretanto, o valor dela não chega nem perto da entrada que é comumente usada no financiamento. Ela é cobrada ao assinar o contrato e funciona como um adiantamento das taxas administrativas. Portanto, ela deve ser descontada do valor total das taxas. Ele existe para garantir a sua presença no grupo de consórcio. Caso a administradora não consiga formar o grupo dentro de um prazo de 90 dias, é o direito do consorciado receber a restituição do valor corrigido pelos rendimentos da aplicação.

Na prática, como fazer o cálculo?

O primeiro passo para calcular as prestações é definir o valor da carta de crédito. Esse total deve ser dividido pela quantidade de meses escolhida. Por exemplo, se o valor total da carta for R$24 mil para ser pago em 50 meses, o valor referente ao fundo comum será R$480. A esse valor será adicionada a taxa administrativa, que varia de um local para o outro. No nosso exemplo, vamos considerar 0,2% ao mês. O fundo de reserva e seguro também funcionam da mesma forma, ou seja, cada administradora pratica um valor. Para a primeira consideraremos 2% ao mês e o segundo 0,02% ao mês.

O valor total das prestações nesse exemplo seria R$552,11. A partir daí, para calcular o valor total gasto com o consórcio, basta multiplicar o valor da prestação pelo número total de meses do contrato. Aqui, ao final do contrato, o consorciado terá gasto R$ 27.605,00. Note que a diferença para o valor da carta de crédito é pequena, quando comparado com os valores do financiamento.

Calcular o valor das prestações do consórcio é simples, basta entender as taxas que são cobradas por cada administradora. É nesse momento que você conseguirá identificar qual negócio funcionará melhor para o seu caso. Se você está nesse momento da compra do consórcio, comente aqui embaixo quais são as suas dúvidas. Queremos ajudá-lo a realizar o seu sonho com tranquilidade e segurança.

 

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