Correção de crédito: entenda como funciona em um consórcio

Na hora de fazer um consórcio, você precisa se preocupar com algumas questões: o valor da carta de crédito, a administradora e o valor de parcela que cabe no seu bolso. Um ponto para o qual muitos não atentam é a correção de crédito.

Ela é indispensável para que você consiga concluir seus planos na hora de contemplação, mas também impacta o quanto você precisa pagar por mês. Para tirar suas dúvidas sobre o assunto, veja a seguir como aquele fator funciona em um consórcio.

O que é a correção de crédito?

A correção de crédito consiste em um reajuste do valor da carta de crédito, seguindo um indicador previamente definido em contrato.

Ela serve, basicamente, para garantir que não haja perda do poder de compra em relação à cota adquirida pelo consorciado. Como existe a inflação na economia brasileira, se o valor fosse mantido o mesmo, o contemplado não conseguiria comprar o item desejado.

Imagine, por exemplo, que alguém faz um consórcio no valor de R$ 50 mil para comprar um veículo. De um ano para o outro, há uma inflação de 10% no valor, levando-o para R$ 55 mil. Sem a correção, o contemplado teria que inteirar esse valor para poder fazer a compra.

Com a adequada aplicação do índice de reajuste, por outro lado, ele terá o valor necessário para fazer a compra da maneira inicialmente prevista.

Quais são os indicadores utilizados?

A seleção de qual indicador vai influenciar na correção futura acontece logo no começo do consórcio, ainda na parte do contrato. Em geral, é escolhido de acordo com o tipo de bem a ser adquirido.

No caso dos consórcios imobiliários, os mais usados são o Custo Unitário Básico (CUB) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

Para veículos, o mais comum é seguir da tabela de reajuste do próprio fabricante. Ou então a que é fornecida pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

Se nenhum desses indicadores se aplicar, é possível utilizar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ou o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M).

Como é feito o reajuste?

Com a referência já definida, o mais comum é que o reajuste seja feito anualmente, doze meses após o início do grupo. Isso faz com que nem sempre os reajustes necessariamente aconteçam segundo o valor anual, já que podem ser feitos no meio do ano, por exemplo.

O valor acumulado do índice nos últimos 12 meses é aplicado ao valor da carta de crédito. Se a carta tinha valor de R$ 100 mil e o índice acompanhado teve flutuação de 8%, então a nova carta de crédito sobe para R$ 108 mil.

Como aumenta o valor a ser utilizado pelo cliente, a correção de crédito também eleva o valor das parcelas a serem pagas. Isso faz com que a última parcela de um consórcio tenha um valor acima da primeira. Porém, esse aumento normalmente é compensado pelo reajuste dos salários.

A correção de crédito existe para que o contemplado não perca poder de compra com a carta de crédito. Para tanto, é utilizado um índice previamente definido em contrato, o qual também reajusta os valores a serem pagos mensalmente.

Caso ainda tenha dúvidas, não hesite em deixá-las nos comentários!

 

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  1. Fernando Pedroso 1 de Abril de 2017

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