4 motivos que comprovam que você não deve apostar nos consórcios informais

Os consórcios informais são opções que, à primeira vista, parecem vantajosas — mas não são. Eles são caracterizados por grupos de pessoas, conhecidas ou não, que se juntam para dividir a compra um bem, dentro de determinado tempo.

Embora, nessa modalidade, as taxas de administração possam ser menores ou nulas, o fato é que se trata de uma escolha arriscada. Ao final, você pode terminar sem o dinheiro e sem o que desejava adquirir.

Para entender melhor, veja 4 motivos que comprovam que escolher essa saída não é o melhor caminho!

1. Os consórcios informais não são regulamentados

Os consórcios precisam ser autorizados pelo Banco Central, o que garante que eles cumpram regras importantes. Um informal, por outro lado, não possui essa regulamentação.

Com isso, os participantes não têm nenhuma garantia de que se trata de uma administradora idônea e que tudo acontecerá conforme o esperado. Os problemas são variados e podem incluir, por exemplo, uma empresa que fecha as portas subitamente e fica com todo o dinheiro.

Como o consórcio não é registrado, não há muito o que ser feito nesse sentido, levando à incômoda procura judicial ou perda de dinheiro.

2. As garantias não existem nessa modalidade

Já que não são regulamentados, os consórcios informais também não possuem garantias jurídicas. Ou seja, não tem como determinar que você receberá o bem ou que os contemplados continuarão a pagar as parcelas até a dissolução do grupo.

Esse é um problema especialmente intenso quando se trata de um consórcio de familiares, amigos ou conhecidos. Sem nada tendo sido assinado e sem nenhum comprometimento jurídico, os contemplados podem receber os bens e não pagar, comprometendo a contemplação dos demais — e sem que nada possa ser feito sobre isso.

3. Os riscos de inadimplência são muito maiores

O efeito dominó que essas características causam é a inadimplência. Se ela já é prejudicial em consórcios tradicionais, nos informais trata-se de algo que pode ser fatal.

A questão é que o não pagamento ou o atraso das quitações faz com que as contemplações também atrasem. Enquanto isso, o preço do bem desejado vai subindo e a parcela, idem.

Como resultado, o grupo pode ser desfeito sem que todos recebam os bens ou, então, pode ser necessário pagar mais e por um tempo maior, comprometendo o orçamento.

4. A má administração do grupo pode atrapalhar o processo

As administradoras de consórcios são empresas robustas, altamente profissionais e que, na maior parte dos casos, têm muita experiência sobre o tema. Com isso, conseguem realizar as assembleias e a administração dos recursos da melhor forma.

Porém, no caso de consórcios informais isso não acontece. Os responsáveis podem não ser profissionais da área ou não ter a competência necessária para garantir que todos tenham aquilo que desejam ao participar do grupo.

No caso de consórcios entre amigos, isso é ainda pior, já que desavenças e problemas de relacionamento podem colocar tudo a perder.

Os consórcios informais não apresentam nenhum registro, segurança ou garantia. Ao escolher uma dessas opções, você pode terminar frustrado e sem o que desejava, então o melhor é buscar uma opção convencional.

Já se deparou com um desse tipo? Tem alguma dúvida? Conte nos comentários.

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