Como você organiza o seu orçamento pessoal?

Administrar dinheiro não é uma tarefa muito simples. Pelo menos, para a maioria das pessoas. No Brasil, existe uma tendência ao consumo descontrolado. Infelizmente, há algumas pessoas que encaram o endividamento como uma coisa natural e inevitável.

É necessário, portanto, educar-se financeiramente para não cometermos os erros comuns e perigosos da maioria.

Como você organiza o seu orçamento pessoal? Está conseguindo pagar as contas em dia? Leia o post e confira algumas recomendações úteis!

A organização do orçamento pessoal não depende do valor do salário

Não importa o quanto você ganha — importa que tenha controle sobre esse valor.

Essa é uma verdade facilmente percebida quando observamos que muitas pessoas que ganham muito dinheiro não sabem controlar sua renda, vivem mergulhadas em dívidas e, com o tempo, acabam até comprometendo parte de seu patrimônio.

A Regra de Ouro da gestão do orçamento pessoal é: gaste conforme o que ganha. Não vá além dos limites definidos pela sua remuneração.

Se você ganha, por exemplo, R$ 2 mil mensais, isso significa que não deve gastar mais do que esse valor durante o mês. Se a cada mês, você gasta R$ 500,00 a mais, a tendência é que seu salário acabe não sendo suficiente para cobrir suas despesas principais e as dívidas que acumulou. No final das contas, você verá seu dinheiro “evaporar-se” antes mesmo de tocar nele.

O cartão e as dívidas

Não se pode negar os méritos do cartão de crédito (e de outros cartões pessoais de certas lojas). Ele realmente ajuda o consumidor a adquirir bens mesmo sem dispor do valor integral deles em um primeiro momento.

Assim, você pode comprar um aparelho de DVD que custa R$ 250,00, pagando somente R$ 24,00 por mês durante 1 ano. Mas lembre-se que você estará comprando um produto que vale R$ 250,00 por R$ 288,00, ou seja, pagará R$ 38,00 de juros.

Dependendo do caso, até pode valer a pena. Porém, é importante sempre calcular bem antes de comprar no cartão e ficar atento à taxa de juros.

O ideal é priorizar as compras à vista e fazer compras no cartão quando os valores forem muito altos e/ou a compra se fizer muito necessária.

Faça de seu cartão um aliado e não um inimigo.

As ferramentas auxiliares

Existem ferramentas que podem ajudar a otimizar o controle do orçamento pessoal. Algumas pessoas fazem suas anotações de despesas em blocos de papel ou cadernos. Mas, hoje em dia, já existem outras ferramentas, como a planilha do Excel e softwares diversos.

Muitas pessoas consideram a planilha um tanto complicada e optam por aplicativos de gestão financeira, que podem ser instalados no computador e nos aparelhos móveis. As funções desses aplicativos variam: enviam mensagens lembrando datas de vencimento, separam custos e ganhos por categoria, pesquisam preços em diferentes estabelecimentos e assim por diante. Muitos são gratuitos.

A importância de poupar

Esta é a essência da poupança: juntar dinheiro e só mexer nele quanto alcançar um determinado valor. Isso não é muito cumprido quando se guarda dinheiro em casa. Poupar exige disciplina, mas faz parte de uma boa gestão de orçamento pessoal.

Veja 3 formas de poupar:

  1. Guarde dinheiro em casa: compre um cofre ou até um “porquinho” maior (como ele só tem entrada, você reduz o risco de mexer antecipadamente nas economias);
  2. Abra uma conta-poupança (contudo, não espere rendimentos altos; e fique alerta, pois nem sempre a poupança consegue superar a inflação);
  3. Entre em um consórcio (se você deseja adquirir um imóvel ou um veículo, poderá comprar uma cota de consórcio e, disciplinadamente, pagar suas parcelas, entregando seu dinheiro para que a administradora cuide dele, garantindo que, assim que você seja contemplado, possa comprar o bem que deseja).

 

O que acha dessas dicas de orçamento pessoal? Deixe sua própria dica! Faça seu comentário!

 

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