Consórcio informal — entenda o perigo e fuja deles

consórcio informal

O consórcio se trata de um sistema de compra que vem ganhando cada vez mais a simpatia dos consumidores brasileiros. Com os juros dos bancos lá em cima, os financiamentos não se tornam tão atrativos como deveriam ser. E compras à vista nem sempre são possíveis, principalmente para bens de preço muito elevado, como imóveis e alguns carros.

Mas a Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) alerta contra os perigos de participar de um consórcio informal. Veja mais sobre esse assunto, lendo o post!

O que é um consórcio informal

Um consórcio informal é aquele que é organizado e gerenciado por uma administradora que é clandestina. Ou seja, uma administradora que não apresenta autorização do Banco Central para exercer sua atividade.

Hoje em dia, ainda existem consórcios desse tipo. São empresas que, às vezes, nem têm CNPJ. Um grupo de pessoas físicas pode se apresentar como empresa administradora de consórcio no intuito de enganar a população.

Outro tipo de consórcio informal é aquele em que um grupo de amigos ou parentes se reúne por conta própria para comprar um bem, seguindo o mesmo esquema do consórcio formal. Nesse caso, um membro é escolhido ou sorteado para ficar administrando o dinheiro.

A responsabilidade de administrar um consórcio

A empresa que gerencia um consórcio tem uma grande responsabilidade. Quanto maior o grupo, maior a responsabilidade. Ela tem a obrigação de administrar corretamente a poupança do grupo, chamada de fundo comum. Deve também garantir que cada membro do consórcio cumpra sua parte, pagando pontualmente sua parcela. Só assim será possível garantir a contemplação de cada consorciado — um fato que, cedo ou tarde, terá que acontecer. Se um ou dois deixam de pagar, todo o grupo sofre o prejuízo e, para evitar isso, a administradora deverá tomar medidas cabíveis.

Os reajustes no valor da carta de crédito são importantes para garantir o poder de compra de cada membro do grupo, ou seja, se o prazo do consórcio for de oito anos, durante esse tempo deverá ser assegurado que, ao receber a contemplação, o consorciado possa comprar seu bem.

O consórcio proporciona regras que são definidas e fiscalizadas pelo Bacen (Banco Central). O cumprimento delas garante, entre outras coisas, que os interesses da coletividade prevaleçam sobre os desejo particulares.

Os perigos do consórcio informal

Participando de um consórcio informal, a pessoa terá muito mais dificuldades em procurar seus direitos caso se sinta lesada no negócio, o que é muito comum. Pessoas de má fé aproveitam-se da clandestinidade para “desaparecer” com o dinheiro dos consorciados.

No caso de uma administradora autorizada pelo Banco Central, os riscos são mínimos, pois qualquer denúncia fará os agentes do Banco entrarem em ação para apurar. Vale lembrar que todas as administradoras associadas à ABAC têm autorização do Bacen.

Em um consórcio realizado por um grupo autônomo ou administradora clandestina não há segurança garantida por lei. Se alguém deixar de pagar ou sair do grupo, quem poderá garantir a continuidade do negócio? Como a aquisição individual do bem depende da pontualidade de todos, a gestão precisa ter meios legais para resolver todos os problemas.

Outra coisa que pode acontecer é um consorciado que recebeu a contemplação comprar o bem/contratar o serviço e não continuar pagando suas parcelas, prejudicando o restante do grupo. Sem lei para amparar o negócio, os resultados mais prováveis são prejuízos financeiros e, em alguns casos, até tragédias (quando alguém do grupo tenta resolver as coisas por sua própria conta).

Já participou de um consórcio informal? Percebe agora o quanto ele pode ser perigoso? Faça o seu comentário sobre o post!

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